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domingo, 17 de junho de 2018

LEV VYGOTSKY

LEV VYGOTSKY
Na contemporaneidade, percebem-se constantes adaptações no universo educacional, a maioria dentro das salas de aula. Conhecer e relembrar alguns dos principais pensadores da Educação enriquece e ressalta a importância de uma formação inspirada e dedicada ao bem social.

Vygostsky desenvolveu uma corrente pedagógica voltada para a criação da cultura, atribuindo um papel relevante às relações sociais nesse processo, que, por isso, se denominou sociointeracionismo. Para ele, o homem é um ser que se forma em contato com a sociedade. “Na ausência do outro, o homem não se constrói homem”, escreveu o psicólogo que foi pioneiro na noção de que o desenvolvimento intelectual das crianças ocorre em função das interações sociais e condições de vida.
Segundo a teoria de Vygotsky, o que interessa é a interação que cada pessoa estabelece com determinado ambiente, a chamada experiência pessoalmente significativa, que só se forma e se desenvolve pelo aprendizado. Outro conceito-chave para ele é a mediação, na qual toda relação do indivíduo com o mundo é feita por meio de instrumentos técnicos que traz consigo conceitos consolidados da cultura à qual pertence o sujeito.
Para esse teórico, o ensino deve se antecipar ao que o aluno ainda não sabe e nem é capaz de aprender sozinho, porque, na relação entre aprendizado e desenvolvimento, o primeiro vem antes. É a isso que se refere um de seus principais conceitos, o de zona de desenvolvimento proximal (ZDP), que seria a distância entre o desenvolvimento real (ZDR) de uma criança e aquilo que ela tem o potencial de aprender — potencial que é demonstrado pela capacidade de desenvolver uma competência com a ajuda de um adulto.
Vygostsky, ao elaborar um olhar diferenciado para a gênese humana, possibilita um novo pensar para as práticas pedagógicas, um olhar prospectivo, direcionado para o futuro e não apenas para o que os estudantes já conseguem fazer sozinhos, pois valoriza o que ainda está por ser construído com a ajuda dos outros.
“Como Piaget, Vygotsky não formulou uma teoria pedagógica, embora o pensamento do psicólogo, com sua ênfase no aprendizado, ressalte a importância da instituição escolar na formação do conhecimento. Para ele a intervenção pedagógica provoca avanços que não ocorreriam espontaneamente. Ao formular o conceito de zona de desenvolvimento proximal, Vygostsky mostrou que o bom ensino é aquele que estimula a criança a atingir um nível de compreensão e habilidade que ainda não domina completamente, 'puxando' dela um novo conhecimento. O psicólogo considerava ainda que todo aprendizado amplia o universo mental do aluno. O ensino de um novo conteúdo não se resume à  aquisição de uma habilidade ou de um conjunto de informações, mas amplia as estruturas cognitivas da criança. Assim, por exemplo, como o domínio da escrita, o aluno adquire também capacidades de reflexão e controle do próprio funcionamento psicológico.”

Texto e vídeo "Contribuições de Henri Wallon".






Na contemporaneidade, percebem-se constantes adaptações no universo educacional, a maioria dentro das salas de aula. Conhecer e relembrar alguns dos principais pensadores da Educação enriquece e ressalta a importância de uma formação inspirada e dedicada ao bem social.

Wallon desenvolveu uma teoria pedagógica acerca do desenvolvimento integral do ser. Ele foi o primeiro a levar não só o corpo da criança para a sala de aula, mas também suas emoções. Suas ideias foram fundamentadas em quatro pilares básicos que fazem interlocução entre si o tempo todo: a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do Eu como pessoa.
Segundo Wallon, as emoções têm papel preponderante no desenvolvimento da pessoa, sendo por meio delas que o educando manifesta seus desejos. Para ele, as emoções dependem da forma como os espaços estão organizados para se manifestarem.
A partir das pesquisas realizadas por Henri Wallon, chegou-se à conclusão de que os confrontos são importantíssimos para a evolução da inteligência, pois estabelecem um ciclo de boas e novas descobertas. E é na presença do outro, como referência, seja ela positiva ou de negação, que a construção do Eu se legitima.
Diferentemente dos métodos tradicionais que priorizam a inteligência e o desempenho em sala de aula, a proposta walloniana põe o desenvolvimento intelectual dentro de uma cultura mais humanizada. A abordagem é sempre a de considerar a pessoa como um todo. Elementos como afetividade, emoções, movimento e espaço físico se encontram num mesmo plano. As atividades pedagógicas e os objetos, assim, devem ser trabalhados de formas variadas. Os temas e as disciplinas não se restringem a trabalhar o conteúdo, mas a ajudar a descobrir o Eu no outro. Essa relação dialética ajuda a desenvolver a criança em sintonia com o meio."
Referencias:
 PDF Henri Wallon, pelo Vídeo e pelo texto "Contribuições de Henri Wallon".
PPP Educação Infantil– SESI 2013