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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Psicologia


 Analise as frases abaixo, tentando identificar as concepções pedagógicas, psicológicas e epistemológicas que elas revelam.

 

1 Prof. Ensino Médio: “[A inteligência] nasce com o homem, eu acho. Ela pode ser desenvolvida, mas ela não pode ser, digamos, adquirida. [...]. Acho que ela nasce, uns com mais, outros com menos; ela pode ser desenvolvida, mas acho que ela já vem, acho que a gente já vem com isso”. (BECKER, F. Epistemologia do professor de matemática. Ed. Vozes) Processo empirista

2 Profa. de quarta série do ensino fundamental: “Eu acho que são todos esses estímulos, isso que o professor faz, de mostrar as coisas [...]. Porque, por exemplo, se tu nunca sentiu o cheiro de uma maçã tu não vai conseguir ter dentro de ti a noção do cheiro da maçã, então alguém vai ter que mostrar para ti ou fazer tu sentir o cheirinho da maçã, aí é que tu vai ter isso construído [sic] dentro de ti. Então, eu acho que é isso que nós fazemos; nós mais ou menos mostramos a “maçã”, digamos, assim”. (BECKER, F. Epistemologia do professor de matemática. Ed. Vozes) Processo construtivismo

3 Professor de Ensino Fundamental e Médio: “O professor é transmissor de conhecimento. [...] mas o conhecimento, a experiência, isso não se transmite [...]. Para a escola se tornar realmente um lugar onde se aprenda matemática, tem que passar por uma grande reformulação que vai desde proporcionar as experiências básicas fundamentais... o aluno tem que ter aquele momento da vida dele para vivenciar isso, a escola teria que ser um ambiente de experimentação, praticamente um laboratório o tempo todo.” (BECKER, F. Epistemologia do professor de matemática. Ed. Vozes) Processo construtivismo

4 Profa de Ensino Fundamental: “Quando tu abraças uma árvore, tens a noção perfeita do que será futuramente um cilindro, aquele tronco, [noção] do que seja uma circunferência; [...] a árvore serrada te dá o contorno de uma esfera... Creio que a criança pode ter muita facilidade para a matemática quando ela tem experiências desse tipo”. (BECKER, F. Epistemologia do professor de matemática. Ed. Vozes) Processo construtivista, a partir de exemplos práticos.

5 “Isso aí [conhecimento matemático] tem um pouco de tudo, é uma arte, é principalmente talento da pessoa de [...] conectar um fato com outro e descobrir: ‘Bah, mas esses dois somados dão essa consequência aqui’. [...] isso é muito difícil ensinar. Poucas pessoas realmente conseguem. A minha opinião sobre isso, é que tu consegues ensinar se a pessoa tem talento. [...] E querer formar muitos matemáticos de boa qualidade, simplesmente achando que a questão é ensinar para muitas pessoas matemática, não é uma boa política realmente não dá, não adianta muito.” (BECKER, F. Epistemologia do professor de matemática. Ed. Vozes) empirista ou apriorista

 

quarta-feira, 25 de novembro de 2015


Percepção sobre o Brincar



Com o brincar a criança desenvolve aos poucos a autonomia da sua aprendizagem. Ele passa a buscar a sua própria aprendizagem, agregando maior responsabilidade a sua participação acadêmica e desperta sua consciência. Através do lúdico podemos auxiliar seu desenvolvimento em habilidades e competências na infância, com esta diversidade de capacidades é possível buscar novas estratégias para práticas pedagógicas que apóia o ensino-aprendizagem.
Segundo Vygotsky (1989) - um dos autores que embasam teoricamente a proposta pedagógica da Creche Francesca Zacaro Faraco - o brincar cria a chamada zona de desenvolvimento proximal, impulsionando a criança para além do estágio de desenvolvimento que ela já atingiu. Ao brincar, a criança se apresenta além do esperado para a sua idade e mais além do seu comportamento habitual. Para Vygotsky, o brincar também libera a criança das limitações do mundo real, permitindo que ela crie situações imaginárias. Ao mesmo tempo é uma ação simbólica essencialmente social, que depende das expectativas e convenções presentes na cultura. Quando duas crianças brincam de ser um bebê e uma mãe, por exemplo, elas fazem uso da imaginação, mas, ao mesmo tempo, não podem se comportar de qualquer forma; devem, sim, obedecer às regras do comportamento esperado para um bebê e uma mãe, dentro de sua cultura. Caso não o façam, correm o risco de não serem compreendidas pelo companheiro de brincadeira.
O brincar permite o desenvolvimento cognitivo da criança, aumentando o equilíbrio, coordenação e concentração, cultivando laços de afetividade com respeito, igualdade, gentileza, solidariedade, troca de saberes formando um individuo de atitudes e valores em nossa sociedade.
O brincar também permite que a criança tome certa distância daquilo que a faz sofrer, possibilitando-lhe explorar, reviver e elaborar situações que muitas vezes são difíceis de enfrentar. Autores clássicos da psicanálise, como Freud (1908) e Melanie Klein (1932, 1955), ressaltam a importância do brincar como um meio de expressão da criança, contexto no qual ela elabora seus conflitos e demonstra seus sentimentos, ansiedades desejos e fantasias.
Gostava de brincar de amarelinha, esconde-esconde, jogo de vareta, memória e quebra-cabeça, bambolê entre outras com minhas amigas, atividades que estimulam à coordenação motora, a memorização, a concentração, exercício físico e o equilíbrio.

Brincar com outras crianças é muito diferente de brincar somente com adultos.  O brinquedo entre pares possui maior variedade de estratégias de improviso, envolve mais negociações e é mais criativo (Sawyer, 1997). Assim, ao brincar com seus companheiros, a criança aprende sobre a cultura em que vive, ao mesmo tempo em que traz novidades para a brincadeira e ressignifica esses elementos culturais. Aprende, também, a negociar e a compartilhar objetos e significados com as outras crianças.

O brincar também permite que a criança tome certa distância daquilo que a faz sofrer, possibilitando-lhe explorar, reviver e elaborar situações que muitas vezes são difíceis de enfrentar. Autores clássicos da psicanálise, como Freud (1908) e Melanie Klein (1932, 1955), ressaltam a importância do brincar como um meio de expressão da criança, contexto no qual ela elabora seus conflitos e demonstra seus sentimentos, ansiedades desejos e fantasias.


domingo, 15 de novembro de 2015

RECURSOS DA ESCOLA PÚBLICA FRENTE A DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM DOS ALUNOS 

A disciplina de Fundamentos de alfabetização me auxiliou muito no meu estágio de psicopedagogia, onde o  objetivo principal do estudo é buscar, comunicar e difundir os encaminhamentos possíveis na realidade da escola pública estadual gaúcha, a partir das ações efetivadas frente a situação da defasagem de aprendizagem do aluno X, afim de que se possa desvendar o real impedimento da aprendizagem por parte do aluno e assim orientar a família na busca de um diagnóstico especializado buscar tratamento e solução ou diminuir seu atraso de aprendizagem através de atividades de intervenção pedagógicas.

Após 16 horas de observação da turma e com olhar direcionado aos alunos apontados, selecionou-se aleatoriamente um dos alunos que apresentava alguma deficiência de aprendizagem, aqui denominado como Aluno X, para aprofundar a investigação das possíveis intervenções pedagógicas que poderiam auxilia-lo a superar suas dificuldades de aprendizagem.

Conforme estamos estudando na disciplina, apliquei material Concreto de figuras geométricas em madeira, folha de oficio colorida, lápis e borracha, fichas de gravuras com desenho das formas geométricas no cotidiano.

A alfabetização é um processo complexo e que não tem idade certa para acontecer, mas contudo não se dá simplesmente pelo treino de habilidades de “codificação” e de “decodificação” de símbolos e códigos. Este processo perpassa pela bagagem cultural que circunda o mundo do aluno, assim como suas experiências sociais, emoções, sentimentos que estão intimamente ligados a forma como o mesmo se expressa na escrita, na fala e como realiza a leitura. Recursos utilizados: Figuras fotocopiadas, cola, tesoura e lápis de cor.
No linck segue relatório final com minhas considerações, que englobam todas as disciplinas:
http://pt.calameo.com/read/0045773887abfa995250f

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Infâncias e pós-modernidade

Após a leitura do texto sobre a mídia e consumo na produção da infância pós-moderna, podemos observar as características deste período marcado pelo consumismo, mídias e cultura de consumo.
A sociedade para Bauman desenvolve-se em torno do consumo, sendo estimulada para serem consumidoras de bens cada vez mais descartáveis, gerando maior quantidade de lixo no qual é um problema nos dias de hoje. Fazendo esta ligação com o tema que abordei no meu trabalho de conclusão do curso de gestão ambiental, acompanhando uma associação de reciclagem desenvolvendo atividades sócio-ambientais.
A mídia domina o cotidiano através de sua divulgação e propagandas em volta de produtos e marcas desconhecidas transformando estes em objeto de desejo mundial. Realizando marketing e publicidade em volta de um produto, estimulando cada dia mais o consumo, assim como para Jameson essa liquidez resulta em uma cultura sem profundidade na qual se termina com a diferença entre alta-cultura e cultura de massa, iguala-se em valor.
Essa cultura de consumo é uma característica da sociedade pós-moderna, influenciada pelo consumismo em massa trazendo como conseqüência a automatização da produção, que está ligada à complexidade do ser humano onde envolve seus desejos, hábitos, valores numa proporção crescente. A cultura de consumo da pós-modernidade faz com que as pessoas diminuam sua habilidade de organização ligando seu passado e seu futuro. Para Jean Baudrillard, a transformação da mercadoria em símbolo foi a fatalidade do capitalismo no século XX.

A liquidez e solidez me trouxeram reflexões sobre meu estágio, com atividades desenvolvidas no município de Esteio em escolas municipais e palestras para a comunidade que estão diretamente relacionadas com questões ambientais, sobre lixo e saúde coletiva. Com objetivo de sensibilizar a todos do ambiente escolar em relação aos problemas existentes do “consumo” na área de posse responsável com adoção de animais, que não são bens descartáveis. http://posseresponsavel.zip.net/

Como Bauman coloca liquidez e solidez é usada como metáfora, maneira de expressar o consumismo ligando Liquidez (fluidez, flexibilidade, impermanência) e Volatilidade (descarte, hiperconsumo, comprismo) neste tempo onde nada mais é sólido, citando a teoria de FORD cuja principal característica é a fabricação em massa.
Na sociedade contemporânea a mídia tem sido uma das principais influências de consumo com lançamentos de bolsas e acessórios, roupas, esmaltes e diversos produtos de consumo em massa através de personagens de novelas, artistas, propaganda, etc. Passando a idéia de beleza como sinônimo de saúde, podemos constatar tal idéia com a divulgação da própria mídia, devido o aumento gradual em cirurgias plásticas e estética padronizando corpos com silicone e lipoaspiração. Tenho amigas que já se tornaram compulsivas com este padrão de beleza, pois sempre estão gastando o dinheiro que não tem com retoques de plástica, botox e demais procedimentos em busca de um ‘corpo perfeito ‘.

Em relação e à juventude (mas sem descartar as múltiplas idades da vida), Costa (2006a, p. 2) também argumenta que experimentamos novas formas de sermos humanos:
O excesso de informação, as formas emergentes de comunicação e interação interpessoal, a interpelação pelas mídias, as novas versões de entretenimento, entre tantas outras experiências deste admirável mundo novo, estão mudando a maneira de ser das crianças e jovens, embaralhando tudo que achávamos que tinha um lugar certo, verdadeiro e lógico. Nossas identidades tornaram-se deslizantes, múltiplas e escorregadias, e podemos ser de muitos jeitos.
Conforme o texto foi possível perceber influência do mundo contemporâneo na educação infantil, crianças levam para o ambiente escolar produtos divulgados na mídia, como brinquedos dos super-heróis , monster-ray, entre tantos outros.  Utilizando esse orifício para incentivar o consumismo e vendas desde a infância,  a criança é estimulada a apreciar o TER, como uma maneira de felicidade instantânea, essas “crianças do consumo” transformam-se em adolescentes iludidos de que a felicidade é algo que se pode comprar como debatemos nos fóruns anteriores.

Vou colocar linck de um vídeo: A HISTÓRIA DAS COISAS COMPLETO DUBLADO EM PORTUGUES ( capitalismo, consumismo e meio ambiente ), muito comentado durante minha aprendizagem no curso de gestão ambiental que é muito pertinente com o assunto que estamos estudando no momento.



                                         Conscientização da reciclagem e posse responsável
                                            Escola Municipal Oswaldo Aranha- Esteio

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Desenvolvimento e Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia I-


Aprender é uma habilidade de todo ser humano que passa por um processo de assimilação que evolui progressivamente com o passar dos anos podendo ocorrer em diferentes espaços.
A interação aluno-professor é o melhor método de aprendizagem, pois permite conhecer e aprender com o aluno.  Aprender supõe dificuldade e algumas funções do cérebro estão relacionadas com o ato de aprender.
A autonomia é um processo importante no desenvolvimento da construção da aprendizagem, para que isto ocorra o aluno deve ser estimulado a buscar soluções transformando-as em instrumentos de ampliação do conhecimento, assim, ele será capaz de utilizar todas suas potencialidades aprofundando a compreensão sobre os conceitos estudados.
Esse vínculo afetivo entre professor-aluno se torna um facilitador no processo de aprendizagem sendo um fator importante para o desenvolvimento cognitivo.
O ensino na escola deveria ter um profissional especializado para auxiliar nas dificuldades de aprendizagem realizando de imediato uma investigação.
O ensino-aprendizagem não limita-se ao ensino de  conteúdo, precisa ser compreendido  como um conhecimento continuo, conexo e próximo a realidade do aluno, pois precisa haver interesse do mesmo para aprendizagem e os professores necessitam adequar novos paradigmas do ensino-aprendizagem que estão próximos ao cotidiano, despertando interesse de consciência coletiva e de cooperação.