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sexta-feira, 20 de novembro de 2015


Escola Nova no Brasil 


Como Anísio Teixeira aparece ao lado de diversos textos e poemas de Cecilia Meireles qual eu gosto muito, fiz a reflexão com base em seu poema a Reinvenção, assim como a vida a educação só é possível se for reinventada.


Reinvenção

A vida só é possível
reinventada.
Anda o sol pelas campinas
e passeia a mão dourada
pelas águas, pelas folhas…
Ah! tudo bolhas
que vem de fundas piscinas
de ilusionismo… — mais nada.
Mas a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reinventada.
Vem a lua, vem, retira
as algemas dos meus braços.
Projeto-me por espaços
cheios da tua Figura.
Tudo mentira! Mentira
da lua, na noite escura.
Não te encontro, não te alcanço…
Só — no tempo equilibrada,
desprendo-me do balanço
que além do tempo me leva.
Só — na treva,
fico: recebida e dada.
Porque a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reinventada.

A escola precisa reinventar-se e buscar a renovação para atender novas realidades, estabelecendo uma relação do aluno com o meio.
É fácil reconhecer como a escola, filha privilegiada do Iluminismo moderno, exerceu e continua exercendo um poderoso influxo etnocêntrico. A escola está reforçando de maneira persistente a tendência etnocêntrica dos processos de socialização, tanto na delimitação dos conteúdos e valores do currículo que refletem a história da ciência e da cultura da própria comunidade como na maneira de interpretá-los como resultados acabados, assim como na forma unilateral e teórica de transmiti-los e no modo repetitivo e mecânico de exigir aprendizagem. (Pérez Gómez, 2001, p. 35)

A escola é uma instituição com papel essencial na sociedade, a cultura tem compromisso de tornar o aluno consciente de ser um indivíduo integrante do mundo, que promove e as cria, estabelecendo relações entre diversas formas de cultura e de seu meio. Promover e oportunizar espaços de verificação de novas culturas e saberes, produzindo trabalhos artesanais, dramatizando cenas de aspectos regionais, dança, teatro, valorizando a cultura popular. Buscando o desenvolvimento de valores humanistas de solidariedade, fraternidade, justiça social, honestidade, responsabilidade e respeito às diferenças, privilegiando a formação do caráter e aspectos religiosos. Formando o indivíduo com sensos críticos, participativos, autônomos, socialmente justos, solidários igualitários e democráticos comprometidos com as transformações sociais e capazes de conviver e relacionar-se em sociedade e realizando atividades conjuntas. Precisa auxiliar o aluno a compreender o papel do trabalho na formação profissional, entendido como socialmente justo e economicamente viável, ambientalmente sustentável, solidário e igualitário.

domingo, 15 de novembro de 2015

RECURSOS DA ESCOLA PÚBLICA FRENTE A DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM DOS ALUNOS 

A disciplina de Fundamentos de alfabetização me auxiliou muito no meu estágio de psicopedagogia, onde o  objetivo principal do estudo é buscar, comunicar e difundir os encaminhamentos possíveis na realidade da escola pública estadual gaúcha, a partir das ações efetivadas frente a situação da defasagem de aprendizagem do aluno X, afim de que se possa desvendar o real impedimento da aprendizagem por parte do aluno e assim orientar a família na busca de um diagnóstico especializado buscar tratamento e solução ou diminuir seu atraso de aprendizagem através de atividades de intervenção pedagógicas.

Após 16 horas de observação da turma e com olhar direcionado aos alunos apontados, selecionou-se aleatoriamente um dos alunos que apresentava alguma deficiência de aprendizagem, aqui denominado como Aluno X, para aprofundar a investigação das possíveis intervenções pedagógicas que poderiam auxilia-lo a superar suas dificuldades de aprendizagem.

Conforme estamos estudando na disciplina, apliquei material Concreto de figuras geométricas em madeira, folha de oficio colorida, lápis e borracha, fichas de gravuras com desenho das formas geométricas no cotidiano.

A alfabetização é um processo complexo e que não tem idade certa para acontecer, mas contudo não se dá simplesmente pelo treino de habilidades de “codificação” e de “decodificação” de símbolos e códigos. Este processo perpassa pela bagagem cultural que circunda o mundo do aluno, assim como suas experiências sociais, emoções, sentimentos que estão intimamente ligados a forma como o mesmo se expressa na escrita, na fala e como realiza a leitura. Recursos utilizados: Figuras fotocopiadas, cola, tesoura e lápis de cor.
No linck segue relatório final com minhas considerações, que englobam todas as disciplinas:
http://pt.calameo.com/read/0045773887abfa995250f

terça-feira, 10 de novembro de 2015



Maquinaria escolar x Encantos da modernidade Pedagógica

Com o texto da maquinaria escolar podemos refletir sobre as etapas de desenvolvimento humano, sobretudo a infância e suas peculiaridades que começam a ser incluídas na sociedade, onde podemos visualizar um grande progresso.
Onde começamos entender a formação da infância ligada as classes sociais, com a família moderna e práticas educativas voltadas à necessidade de programas do governo. Nesta abordagem também temos a influência religiosa dos jesuítas que trouxeram o ensino lutando por modificações e substituições de métodos, já que as classes ricas eram as dominantes. Assemelhando-se com a autora Clarice que aborda em seu texto a modernidade que com o passar dos séculos as mudanças foram ocorrendo.
No texto de Clarice podemos entender a influencia política, onde municípios precisavam de planejamento urbano com a população crescente, buscando uma saída adotaram o turno duplo para os professores devido à escassez de verbas. Podemos observar Projeto do edifício escolar para o Distrito Federal onde as classes estão enfileiradas em frente ao quadro negro nos trazendo as lembranças do texto da maquinaria escolar e do clipe The Wall, onde o professor detém o saber e alunos são diminuídos e castigados e lhe deviam obediência.
Nos anos 20 e 30 a escola se reinventa e são apresentadas como o movimento fundador da modernidade pedagógica no país e percebemos as mudanças através de novas arquiteturas, extensão das salas de aula incorporando anfiteatros, a biblioteca, as salas de leitura, o refeitório, os jardins, as "áreas livres".
Através dos progressos com o passar dos anos a escola ganhou com as mudanças curriculares e introduziu o cinema educacional, a rádio educativa, os coros orfeônicos, a diversidade dos livros didáticos e a disseminação de práticas pedagógica com a figura de um novo professor.
Essa cultura escolar é percebida como conjugado de normas e práticas causadas de acordo com a história por sociedade, governo e determinadas pessoas com finalidades específicas, que estão incluídas à definição dos saberes a serem ensinados, das condutas a serem transformadas e de todo uma metodologia não só de transferência de saberes, mas de alteração de rotinas pedagógicas.
Atualmente, a criança parece se situar como um sujeito que detêm seu espaço na sociedade, um indivíduo exigente, questionador, possuidor de mercado consumidor, leis, programas televisivos e ciências dedicadas a elas. E conclui-se que a idéia de infância é extremamente moderna.
Nesse significado, identidade e alteridade andaram unidas como classes sociais e políticas. O moderno está cheio de incertezas, contradições, indeterminações, pois algumas pessoas defendem a democratização e outros acreditam mais na postura autoritária. Pensando na prática pedagógica o moderno e o tradicional complementa-se.





segunda-feira, 9 de novembro de 2015




A diferença étnico-racial em livros brasileiros para crianças:
 Análise de três tendências contemporâneas

1º Tendência apresenta abordagem de como lidar com o preconceito:
As narrativas contemporâneas  trata-se das diferenças étnico-racial, onde negros sofreram preconceito e foram discriminados, em função da sua cor e cabelos enrolados entre outros...
Conforme demonstrou Kaercher (2006), ao analisar obras de literatura infantil incluídas numa das primeiras edições do Programa Nacional de Biblioteca da Escola, a racialização imprime “cor” aos personagens negros e tornam “incolores” os personagens brancos.
2 º Tendência segue outra direção de conflitos e não tem como assunto principal as questões étnico-racial, porém apresenta diversas reflexões pedagógicas.
3º Tendência   traz abordagens sobre a diversidade e diferenças num contexto cotidiano,  buscando reflexões por meio das semelhanças e diversidades entre as pessoas.

As três tendências dos livros infantis apresentam uma perspectiva contemporânea, que apesar das diferenças dos temas segue com propósito pedagógico a oferecer as crianças leitoras.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015



Analise da reportagem com o artigo, considerando os conceitos de gênero e sexualidade.

Falando sobre o conceito da infância ligado a questões de gênero e sexualidade, escolhi uma reportagem do jornal Gazeta do Sul que aborda a erotização da infância e traz a discussão do projeto de lei que proíbe a realização de concurso de beleza para menores de 16 anos visando conter a sexualidade excessiva das crianças.
Walkerdine (1999, p.84) chama atenção para o fato de que essa idéia da pequena sedutora, veiculada amplamente pela publicidade, "é um fenômeno que carrega tanto o desejo sexual adulto quanto as fantasias altamente complexas da própria menina". Somos subjetivados pelo que vemos e ouvimos. Ruth Sabat (1999) lembra que as imagens estão carregadas de sentidos, sendo, portanto, educativas, na medida em que nos ensinam como devemos agir, que hábitos podemos cultivar, o que é possível desejar.
Conforme Shirley Steinberg (1997; 2001), o mercado á partir da década de 50 visualizou as crianças como possíveis consumidoras, conduzindo diversos produtos para este tipo de público. Usou o movimento feminista para passar a idéia de que a ‘expressão da mulher’ e sua ‘independência’ estaria atrelada a roupa, maquiagem e ao cigarro muito comum em propagandas e revistas da época.
Como nos lembra Edvaldo Couto (2000). Para Mary Del Priore (2000, p.96), a construção social de uma identidade feminina está calcada, nos dias atuais, "quase que exclusivamente na montagem e escultura desse novo corpo... um corpo cirúrgico, esculpido, fabricado e produzido, corpo que é o centro das atenções e fetiche de consumo".
 Fazendo uma conexão da reportagem com o artigo, as mídias impõem padrões de beleza inclusive no universo infantil através da televisão, revistas, desfiles de ‘moda’ construindo valores e conduta para cultura em massa, usando a erotização da infância pelo meio de concurso de misses onde crianças sofrem com rotinas estressantes, maquiagens inapropriadas, penteados e coloração nos cabelos.
O conceito de gênero, por sua vez, surgiu para se contrapor à idéia de uma essência (masculina ou feminina) natural, universal e imutável, enfatizando os processos de construção ou formação histórica, lingüística e socialmente determinada. A constituição de cada pessoa deve ser pensada como um processo que se desenvolve ao longo de toda a vida em diferentes espaços e tempos (FELIPE, 1998).

Destacando mudanças sociais e culturais na sociedade que ocorreram nas ultimas décadas é cada vez mais comum ver nos dias de hoje crianças e adolescentes preocupadas com estes ‘padrões de beleza’, influenciadas pelas mídias, do capitalismo e consumismo de uma cultura em massa passando a ideia de beleza como sinônimo de saúde.



No mesmo seguimento o artigo aborda Retratos de uma Infância Contemporânea: os bebês nos artefatos visuais, onde é fundamentada pela inocência, isento de maldades e imperfeições que provocam carinho no olhar.
Autora utiliza a expressão  ‘soft‘ para indicar este momento da infância nos artefatos, a mídia utiliza imagens de bebes branco, fortes ,de olhos claros e afáveis para marketing dos seus produtos. Utilizando as marcas Pampers, Jonhson´s e Huggies Babies para estudo.
Ligando a mesma como se esta fosse o período mais excelente do mundo, macio, delicado, fofo, repleto de meiguice e alegrias. Influenciando na hora da escolha do produto.
Uma imagem, não é apenas uma imagem. Ela é carregada de significados e significações, e pode ser tomada como um produto cultural, ―as representações visuais (...) ensinam a olhar e a olhar-s, contribuindo para a construção de representações sobre si e sobre o mundo (...)‖(HERNANDEZ, 2007, p.32).


sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Infâncias e pós-modernidade

Após a leitura do texto sobre a mídia e consumo na produção da infância pós-moderna, podemos observar as características deste período marcado pelo consumismo, mídias e cultura de consumo.
A sociedade para Bauman desenvolve-se em torno do consumo, sendo estimulada para serem consumidoras de bens cada vez mais descartáveis, gerando maior quantidade de lixo no qual é um problema nos dias de hoje. Fazendo esta ligação com o tema que abordei no meu trabalho de conclusão do curso de gestão ambiental, acompanhando uma associação de reciclagem desenvolvendo atividades sócio-ambientais.
A mídia domina o cotidiano através de sua divulgação e propagandas em volta de produtos e marcas desconhecidas transformando estes em objeto de desejo mundial. Realizando marketing e publicidade em volta de um produto, estimulando cada dia mais o consumo, assim como para Jameson essa liquidez resulta em uma cultura sem profundidade na qual se termina com a diferença entre alta-cultura e cultura de massa, iguala-se em valor.
Essa cultura de consumo é uma característica da sociedade pós-moderna, influenciada pelo consumismo em massa trazendo como conseqüência a automatização da produção, que está ligada à complexidade do ser humano onde envolve seus desejos, hábitos, valores numa proporção crescente. A cultura de consumo da pós-modernidade faz com que as pessoas diminuam sua habilidade de organização ligando seu passado e seu futuro. Para Jean Baudrillard, a transformação da mercadoria em símbolo foi a fatalidade do capitalismo no século XX.

A liquidez e solidez me trouxeram reflexões sobre meu estágio, com atividades desenvolvidas no município de Esteio em escolas municipais e palestras para a comunidade que estão diretamente relacionadas com questões ambientais, sobre lixo e saúde coletiva. Com objetivo de sensibilizar a todos do ambiente escolar em relação aos problemas existentes do “consumo” na área de posse responsável com adoção de animais, que não são bens descartáveis. http://posseresponsavel.zip.net/

Como Bauman coloca liquidez e solidez é usada como metáfora, maneira de expressar o consumismo ligando Liquidez (fluidez, flexibilidade, impermanência) e Volatilidade (descarte, hiperconsumo, comprismo) neste tempo onde nada mais é sólido, citando a teoria de FORD cuja principal característica é a fabricação em massa.
Na sociedade contemporânea a mídia tem sido uma das principais influências de consumo com lançamentos de bolsas e acessórios, roupas, esmaltes e diversos produtos de consumo em massa através de personagens de novelas, artistas, propaganda, etc. Passando a idéia de beleza como sinônimo de saúde, podemos constatar tal idéia com a divulgação da própria mídia, devido o aumento gradual em cirurgias plásticas e estética padronizando corpos com silicone e lipoaspiração. Tenho amigas que já se tornaram compulsivas com este padrão de beleza, pois sempre estão gastando o dinheiro que não tem com retoques de plástica, botox e demais procedimentos em busca de um ‘corpo perfeito ‘.

Em relação e à juventude (mas sem descartar as múltiplas idades da vida), Costa (2006a, p. 2) também argumenta que experimentamos novas formas de sermos humanos:
O excesso de informação, as formas emergentes de comunicação e interação interpessoal, a interpelação pelas mídias, as novas versões de entretenimento, entre tantas outras experiências deste admirável mundo novo, estão mudando a maneira de ser das crianças e jovens, embaralhando tudo que achávamos que tinha um lugar certo, verdadeiro e lógico. Nossas identidades tornaram-se deslizantes, múltiplas e escorregadias, e podemos ser de muitos jeitos.
Conforme o texto foi possível perceber influência do mundo contemporâneo na educação infantil, crianças levam para o ambiente escolar produtos divulgados na mídia, como brinquedos dos super-heróis , monster-ray, entre tantos outros.  Utilizando esse orifício para incentivar o consumismo e vendas desde a infância,  a criança é estimulada a apreciar o TER, como uma maneira de felicidade instantânea, essas “crianças do consumo” transformam-se em adolescentes iludidos de que a felicidade é algo que se pode comprar como debatemos nos fóruns anteriores.

Vou colocar linck de um vídeo: A HISTÓRIA DAS COISAS COMPLETO DUBLADO EM PORTUGUES ( capitalismo, consumismo e meio ambiente ), muito comentado durante minha aprendizagem no curso de gestão ambiental que é muito pertinente com o assunto que estamos estudando no momento.



                                         Conscientização da reciclagem e posse responsável
                                            Escola Municipal Oswaldo Aranha- Esteio

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A Maquinaria Escolar


Após a leitura é possível constatar que a criança era tida como uma espécie de instrumento de manipulação ideológica dos adultos e, a partir do momento em que elas apresentavam independência física, eram logo inseridas no mundo adulto. A criança não passava pelos estágios da infância estabelecidos pela sociedade atual. Outro fator importante era que a socialização das crianças durante a Idade Média não era controlada pela família, e a educação era garantida pela aprendizagem através de tarefas realizadas juntamente com os adultos. Sob forte influência da igreja. A igreja elaborava programas educativos a fim de doutrinar jovens dentro de um contexto missionário. a infância começa a configura-se a partir do século XIV.
A compreensão a respeito da infância, é algo muito recente na história da humanidade, tendo sido influenciada determinantemente por questões moralistas e cristãs, conforme apontam os estudos de Varella e Alvarez-Uria, transcritos no texto “A Maquinaria Escolar," escrito em 1992.
     De acordo com Áries, as crianças eram vistas nos séculos XIV, XV e XVI como um adulto em miniatura, sem emoções ou razões que justificassem sua existência.  Eram inseridas na sociedade de qualquer forma, sem levar em consideração as poucas possibilidades que sua estrutura física e mental tinha para determinadas tarefas, ou seja, a criança vivia misturada ao mundo adulto de tal maneira que não havia diferença quanto a forma de vestir, jogos, atividades, aprendizagens e até mesmo, em relação ao mundo do trabalho.

 Mais tarde aparecem as fases do desenvolvimento humano principalmente a infância e suas características começam a ser compreendidas. Na visão do historiador isto foi um grande avanço. Nota-se que existia uma enorme diferença de tratamento entre infância de pobres e ricos.

Entendemos que após esse longo período de “não existência da infância” percebe-se a necessidade de uma nova postura para com estes novos membros da sociedade, do séc XVI ao XVIII, a partir das novas famílias que surgiam, viu-se a necessidade de ver com outros olhos essas crianças de forma que ao separá-los, isolá-los, dos adultos ficava mais fácil, educar com propósito que desejassem.
Assim separavam também as classes sociais, os mais pobres seriam educados a fazer bem o que lhes era solicitado e obedecer sem questionar, sempre poderiam ser manipulados e os filhos ricos seriam educados diferentemente para futuramente poderem fazer parte de uma elite, de um grupo de governo, de liderança. Criou-se a escola, para ser um ambiente que se ocupava em reter essas crianças e adolescentes e lhes ensinar o que era preciso aos olhos dos governos.
Mesmo diante dessas mudanças, até a entrada do séc. XIX as crianças pobres ainda tinham muito de igual aos adultos, ainda eram cobradas e ajudavam no trabalho e se vestiam como adulto.
No séc. XIX que surge com mais força essa concepção de bebê, aquele ser plenamente dependente da família. Segundo Ariès o sentimento entre a família para com as suas crianças, seus bebês só aparece no início do séc. XIX.
Caminhamos bastante desde a Idade Média até os dias de hoje. A criança saiu do anonimato e tornou-se centro da vida das famílias. Ocorreram muitas mudanças dramáticas, mas o principal é os pais conseguirem encontrar um equilíbrio entre as diversas tarefas profissionais e domésticas, mas jamais se esquecer da responsabilidade de se criar e educar seu filho. Com tudo que aprendemos, fica aqui um alerta: os professores podem auxiliar os pais a perceberem que o mais importante é a criança saber que é amada. E importante na vida de seus pais é que nada substitui os momentos no qual passam juntos.                                                  










quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Nosso encontro Seminário Integrador II - dia 28/9 

Muito especial, com recepção aos colegas bixos !!

 



segunda-feira, 28 de setembro de 2015


"Desenvolvimento e Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia I" da turma D - eixo II

ID, EGO, SUPER EGO

A teoria do aparelho psíquico introduz os conceitos do ID, EGO, Super Ego ligado aos três sistemas de personalidade.

Segundo Freud o inconsciente refere-se a um agrupamento de desejos, sentimentos ou conjunto de idéias que ' foram' reprimidos, ou podem simplesmente ser inconsciente. Outro principio do inconsciente é o principio do prazer, fornecendo satisfação. A pulsão é uma força constante, de origem somática,  é à ação capaz de satisfazer a necessidade de ação específica. Ego, estabelece o equilíbrio buscando funções de percepção, memória, sentimento e pensamentos. Super Ego, leva as atitudes e padrões da sociedade e do meio cultural e moral, levando a tomada de ações correta.

Em suas investigações Freud descobriu desejos reprimidos ligado a sexualidade nos primeiros anos de vida do ser humano, levando as fases de desenvolvimento sexual: Fase oral, Fase Anal, Fase Fálica e Latência. Dentre estas destaca-se o complexo de Édipo que ocorre entre 3 a 5 anos na fase fálica.
Exemplo:

O Id inconsciente fala para não ir trabalhar, ficar em baixo das cobertas olhando tv  e curtindo a preguiça.
O ego faz repensar, para tomar a decisão mais adequada.
Super ego diz que é inadmissível faltar a um compromisso.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Especialista defende games na educação: "Feijão com arroz não vai solucionar problemas"

A tecnologia na educação pode ser uma alternativa para motivar e instigar os estudantes para os assuntos abordados em sala de aula. Os games na educação despertam a curiosidade, aumentando o envolvimento e reforçando a aprendizagem conforme a reportagem do jornal Zero Hora do dia 14/9/15 com o Drº em educação Rafael Parente.
Concordo com especialista, pois as aulas tradicionais que são realizadas na maioria das escolas e universidades hoje em dia, não estão resolvendo as dificuldades encontradas na área. Conforme com a reportagem e minha observação quando crianças estão jogando videogame, nem se quer piscam, tamanha é a concentração. Já em aulas tradicionais os pensamentos voam para longe ou as conversas paralelas os distraem.
A lógica competitiva e provocativa dos games poderá ajudar os professores a melhorar comportamentos dos alunos através dos jogos, estimulando o aumento da percepção, responsabilidade e memória com ações simples como jogos social, não necessariamente digital, que podem combinar tarefas, laços de cooperação e recompensas.

Este novo conceito de aprendizagem estimula as crianças, alunos, professores e profissionais de diversas áreas. "A educação precisa passar por adequações e modernizações", diz Rafael Parente. É preciso repensar as necessidades das escolas, os métodos e formas de ensino-aprendizagem, pois o ensino de má qualidade revela uma defasagem na educação. 

segunda-feira, 14 de setembro de 2015


Infância


As finalidades da Escola onde  atuo, Tomé de Souza, contempla a compreensão dos direitos e deveres do ser humano como cidadão perante o Estado, a família e a comunidade, salientando o respeito à dignidade e as liberdades fundamentais da unidade nacional e solidariedade internacional; 

O desenvolvimento integral da personalidade humana e sua participação na obra do bem comum;
 A preparação do indivíduo e da sociedade para o domínio dos recursos científicos e tecnológicos que lhes permitam utilizar as possibilidades e vencer as dificuldades do meio; 

A preservação e expansão do patrimônio cultural e não permitindo tratamento desigual por motivo de convicção filosófica, política ou religiosa, bem como quaisquer preconceitos de classe, raça ou orientação sexual.

Essas finalidades expressam o desejo de formar o cidadão para o mundo na convivência social e profissional, também se preocupa com a sua formação como indivíduo que possui sentimentos, cultura e valores pessoais. É justamente este significado e essa valorização do sujeito que a escola tenta desenvolver através de seus projetos, resgatando a finalidade humana da escola, interligando o sujeito ao meio.


A CONSTRUÇÃO DE VALORES NA PRIMEIRA INFÂNCIA E A FORMAÇÃO DO EDUCADOR 

A educação em valores deve ser trabalhada fundamentando-se no respeito mútuo, a fim de fortalecer a auto-estima e a construção da identidade, respeitar a diversidade de expressões culturais, valorizar o trabalho coletivo e desenvolver a solidariedade. 








terça-feira, 8 de setembro de 2015

Desenvolvimento e Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia I-


Aprender é uma habilidade de todo ser humano que passa por um processo de assimilação que evolui progressivamente com o passar dos anos podendo ocorrer em diferentes espaços.
A interação aluno-professor é o melhor método de aprendizagem, pois permite conhecer e aprender com o aluno.  Aprender supõe dificuldade e algumas funções do cérebro estão relacionadas com o ato de aprender.
A autonomia é um processo importante no desenvolvimento da construção da aprendizagem, para que isto ocorra o aluno deve ser estimulado a buscar soluções transformando-as em instrumentos de ampliação do conhecimento, assim, ele será capaz de utilizar todas suas potencialidades aprofundando a compreensão sobre os conceitos estudados.
Esse vínculo afetivo entre professor-aluno se torna um facilitador no processo de aprendizagem sendo um fator importante para o desenvolvimento cognitivo.
O ensino na escola deveria ter um profissional especializado para auxiliar nas dificuldades de aprendizagem realizando de imediato uma investigação.
O ensino-aprendizagem não limita-se ao ensino de  conteúdo, precisa ser compreendido  como um conhecimento continuo, conexo e próximo a realidade do aluno, pois precisa haver interesse do mesmo para aprendizagem e os professores necessitam adequar novos paradigmas do ensino-aprendizagem que estão próximos ao cotidiano, despertando interesse de consciência coletiva e de cooperação.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Seminário Integrador II-


APRESENTAÇÃO


Fiquei apreensiva quando soube que seria uma banca avaliativa para apresentação do aprendizado (workshop), contendo assuntos de todas interdisciplinas ocorrido durante o semestre. 

Como as informações não estavam bem esclarecidas durante o semestre fiquei com muitas duvidas e ansiedade, pois inicialmente havia compreendido que apresentação seria o vídeo do retrato da escola, porém com as orientações no moodle sobre a apresentação consegui realizar meu trabalho.

Nessa reflexão percebi diferentes formas de apresentações durante o workshop, pois algumas colegas focaram mais nas interdiciplinas que aprendemos durante o curso e assim como eu outros colegas uniram a vivência, experiência e o olhar da escola com assuntos abordados dentro das interdisciplinas.

O modelo do trabalho foi colocado na véspera da apresentação, mas como eu já tinha o documento escrito criei apenas a capa e formatei conforme foi solicitado. Eu acredito que os 10 minutos é pouco tempo para apresentar, pois todos do meu grupo teriam mais para acrescentar, minha sugestão é de fazer grupos menores para aumentar o tempo de apresentação.Posso dizer que apesar do nervosismo de estar sendo avaliada foi muito boa a troca de experiência, de ideias e de conceitos que ocorreu com essa inter-relação na apresentação. Essa forma de avaliação contribuiu ainda mais para minha aprendizagem e pude refletir que passamos por muitas situações parecidas no curso e na escola.






segunda-feira, 24 de agosto de 2015




SEMINÁRIO INTEGRADOR  Eixo II = SI2 

DOCUMENTO ESCRITO

O documento escrito oportunizou a reflexão do que  aprendemos com novas experiências no profissional e pessoal durante o semestre no curso PEAD, como foi o inicio ficamos com muitas dúvidas para elaboração do documento de avaliação. Está atividade foi conduzida pelo seminário integrador que abrangeu as quatro interdisciplinas:

Corporeidade- Epistemologia e Vivências do Aprender;
 • Escola, Cultura e Sociedade Abordagem Sociocultural e Antropológica;
 • Escola, Projeto Pedagógico e Currículo; 
• Seminário Integrador I 

Neste documento podemos expor nossos pensamentos e nossa aprendizagem nas interdisciplinas do semestre, que contribuíram para transformações na maneira de ver a escola e sua gestão. Neste podemos exemplificar, apresentar situações vivenciadas e reflexões importantes do semestre, que me trouxe novos conhecimentos na tecnologia e interação com professores, tutores e colegas. 

Não tive dificuldade em 'montar' o documento, pois  procurei dar uma sequencia nos trabalhos desenvolvidos, fazendo com que os assuntos se encaixassem,  percebi que as abordagens das interdisciplinas se complementavam. Fiquei ansiosa com a banca como avaliação, pois as informações não estavam bem clara e foi um processo diferenciado, mesmo assim consegui finalizar a tempo.
  






terça-feira, 18 de agosto de 2015

Seminário Integrador Eixo II = SI2

Preparação 

Conforme o andamento do curso pude perceber o quanto é importante a organização do tempo e dedicação para realização das tarefas, que modificou a forma de olhar e admirar os trabalhos desenvolvidos e a gestão curricular na escola e universidade. 
As disciplinas foram muito bem elaboradas, pois ao longo do semestre observamos a interdisciplinaridade e a integração entre os conteúdos, ao ponto de que muitas vezes confundir as disciplinas e  as tutoras me sentido perdida por pouco tempo, devido os assuntos estudados estarem interligados. 
A oportunidade de postar novamente os trabalhos possibilitou uma reflexão e auto-analise, depois do workshop com mais tempo notei que alguns textos poderiam ser melhorados e refiz alguns trabalhos, contudo nas ultimas semanas houve um acumulo de trabalhos no moodle, coincidindo com a preparação do Workshop que gerou muitas duvidas, pois algumas definições  não estavam claras e foram repassadas na véspera da apresentação. Essa preparação gerou também uma troca de experiência contribuindo para nossa aprendizagem e nos fóruns compartilhamos conhecimento no coletivo expondo opiniões que podem ser divergentes mas que nos permite ampliar nossa visão sobre o assunto em questão. 
Como este curso tem uma abordagem diferenciada, acredito que vamos crescendo a medida que vencemos as dificuldades, vejo que muitos colegas estão preocupados com as notas e avaliações, mas meu olhar está voltado para a evolução na prática e a construção do conhecimento.O  aluno não deve somente acumular conteúdos, precisa desenvolver-se cognitivamente aumentando a sua capacidade de aprendizagem. As ações dos professores, vão alem da transmissão do conhecimento, as atividades devem buscar a reinvenção do conhecimento expandindo nossa capacidade de ensino- aprendizagem. É tudo isso que estamos encontrando neste curso, a integração entre as disciplinas com aulas diferenciadas que trabalham os temas com dinâmica, palestras, laboratório de informática, novas tecnologias, construção coletiva e experiências vividas.